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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Ausência
Certa vez me disseram que "saudade é o amor que fica". Com sua ausência cotidiana, além do amor, fica o silêncio do seu bom humor quase que constante, da alegria da chegada, das brincadeiras intermináveis com o cachorro que o esperava prontamente às 18 horas todos os dias, das trocas, dos conselhos (errados ou não) e do aparelho de som, que antes gritava alegrias ou tristezas, depois de um dia "daqueles".
Mesmo com a distância tão pequena, a ausência da convivência diária se faz gigante. Quando ele chega, agora como visita, meu cachorro balança tanto o rabo que chego a pensar que o mesmo vai se desprender de seu pequeno corpo, tamanha a alegria ao revê-lo.
Mas, certamente, se eu também tivesse um rabo, cada visita dele me custaria um novo...
(Imagens: Arquivo Pessoal)
sábado, 26 de setembro de 2009
Para L., com amor (Parte 1)
Sabe, L., tenho pensado em como fazer com que você saiba tudo aquilo que eu tenho pra te contar. Coisas que eu não desejo que você siga, goste ou aceite. Mas são coisas que eu gostaria que você ao menos soubesse sobre sua mãe, sobre a vida, sobre o mundo.Tenho medo de esquecer de algum detalhe quando eu estiver encantada demais com você e acabar por deixar de lado o que é realmente importante e o que você deve saber pra fazer com que a vida seja um pouco menos dura. Sim, porque um dia você vai perceber que ela não é nada fácil. Mas espero que você, em algum momento de sua vida, se dê conta de que é isso o que a torna encantadora. É tornar a vida menos miserável que nos torna pessoas melhores e isso é evoluir (vou falar sobre isso mais adiante, num capítulo à parte).
Hoje, meu anjo, deixo-lhe a letra de uma música que diz muito. Eu diria que ela resume o que eu quero que você saiba pra começar, pra se manter em pé.
E se amor é tudo o que você precisa, filho(a), acredite: você já tem tudo. E muito mais.
Love, love,love
Love, love, love
Love, love, love
There's nothing you can do that can't be done
Nothing you can sing that can't be sung
Nothing you can say but you can learn how the play the game
It's easy
There's nothing you can make that can't be made
No one you can save that can't be saved
Nothing you can do but you can learn how to be you in time
It's easy
All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need
Love, love, love
Love, love, love
Love, love, love
All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need
There's nothing you can know that isn't known
Nothing you can see that isn't shown
No where you can be that isn't where you're meant to be
It's easy
All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need
('All you need is love' - Lennon/McCartney)
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Platônico

Desde sempre, minha casa foi 'estadia' ou 'casa de passagem' para os muitos gatos de rua alimentados e cuidados pela Dona Joana, minha quase-vizinha da rua do lado. Sempre fui acostumada a vê-los perambulando tranquilamente pelo meu quintal. Acredito que a minha deveria ser a casa que eles mais gostavam: ninguém os tratava como intrusos. Estavamos acostumados com a presença deles.
Isso até a chegada do meu pequeno, porém "neurótico" cachorro. Foi ele crescer um pouco, deixando de ser filhote, e acabaram-se os gatos no quintal. Isso porque ele os odiava. Latia e corria atrás deles. Não sobrava um único para contar a história.
A vingança tarda, mas não falha e meu cachorro, há algum tempo, está ficando velho, 'sono-lento' e preguiçoso. Ainda late um pouco para as visitas, mas não se incomoda mais com os gatos como antes. Pelo menos já não late e não os persegue. Por consequência, eles voltaram. O fato deles voltarem não incomodou tanto a mim e meu sono pesado quanto ao meu pai e seu sono mais que leve, já que eles fazem uma sinfonia em cima do telhado e o coitado não consegue dormir.
Gatos à parte, somente de um me interessa falar, de fato. Eu nunca tive um gato, sempre preferímos os cachorros. Mas com o advento da velhice precoce do meu pequeno cão, a chegada do meu primeiro foi inevitável. Foi num dia, desses "que a gente se sente como quem partiu ou morreu" e estava eu, mais uma vez sentada no meu quarto, olhando através da janela o meu Ipê Amarelo todo desfolhado pelo outono que, pra mim, parecia interminável, quando olho algo se mexendo por entre os galhos. Fixei os olhos e qual não foi minha surpresa quando percebi que era um gato. Ou melhor, era o gato mais lindo que eu já havia visto. Enfiei na cabeça, logo de primeira: cinza, nariz pequeno, olhos bem desenhados, todo delicado...um legítimo francês.
Fiquei mais surpresa ainda quando ele permaneceu me fitando por longos minutos. Longos mesmo. Só para que se possa entender, o ipê fica do outro lado do muro da minha casa, no quintal gigante da vizinha louca, o que não é nem longe, nem perto da minha janela. E ainda assim ele me percebeu. E me olhava, como quem quisesse dizer alguma coisa.
Daquele dia em diante, ele começou a aparecer sempre que as coisas não iam bem, nos momentos críticos, como que querendo me lembrar que tudo acabaria bem. Que o sol sempre aparece depois de um tempestade daquelas. E a cada chegada (acredite, foram muitas) eu o sentia mais meu. Era como se ele me pertencesse.Tive que chamá-lo por um nome. Pensei em chamá-lo Jorge, nome de um professor da faculdade que morou anos em Paris e nos deu um pedacinho da França a cada aula, encantado-nos com tamanha beleza de cultura, mas decidi que Jorge não é lá um nome muito francês. Não me pergunte porque, mais o nome escolhido foi Lafayette. Afinal, pra mim, o gato é francês e merecia um nome à altura. Com o tempo, passou a fazer estripulias pelo ipê que a essa altura estava tão cinza quanto ele, o que ainda me deixa um tanto apreensiva. Ele escolhe os galhos mais finos que puder para ficar deitado ou para conseguir chegar o mais próximo possível de uma rolhinha desatenta. E eu, acometida do que chamo de 'sindrome de mãe sem filhos' chego a perder o ar tamanho o desespero e o medo de que ele caia dali e tenha que abrir mão de uma das suas famigeradas 'sete vidas'.
Lafayette é meu gato-platônico. Ele é meu, mas não sabe. Pelo menos eu acho que não. E isso pouco me importa contanto que ele esteja aqui de vez em quando, só pra me dar um pouco de ação, me fazendo esquecer do que é preciso esquecer e me lembrando que tudo vai ficar bem. Sempre. E que assim seja.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Histórias que eles contam...
- E aí, Nanda, você vai se casar?
- Não vou me casar. Eu vou ter um Pastor Alemão.
- Ah...Tá bom... (!?)
*Nanda é a Maria Fernanda, 9 anos, minha prima, fã do Harry Potter ("Dumbledore tem estilo!"), escritora, a criativa de plantão e moradora de um planeta que é só dela.
- Não vou me casar. Eu vou ter um Pastor Alemão.
- Ah...Tá bom... (!?)
*Nanda é a Maria Fernanda, 9 anos, minha prima, fã do Harry Potter ("Dumbledore tem estilo!"), escritora, a criativa de plantão e moradora de um planeta que é só dela.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Fim da semana
- "Ela te adorou, Van!" da Tia Mi.
- "Mta saudade de vc 'doida'...Seu Zézinho continua um fofo... Nossa! Tem um povo tão idiota na van... Credo, você não sabe a falta que faz. Eu só durmo agora, tanto na ida quanto na volta!!!" da Jaci (companheira de idas e vindas da Faculdade).
- "Ei, Pandinha, eu te amo muito, muito, muito. Carpe Diem." do amor meu.
- "Tô óóóótima!" e "Cê tá bem, Preta?! A tia precisa te trazer o outro livro" da Tia Magda(lena...rs...).
- Alô?
Uma voz infantil atende o telefone. Eu estranho.
- Quem é? - pergunto.
- É o Uriel.
- Oi, Uri. É a Vanessa.
- Oooi, tiiiiiaaa... - ele responde empolgado.
E eu? Depois de mais de 5 anos, ainda quase choro.
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